Felicidade, pequenas atitudes para criar uma vida mais plena e significativa.

 Hoje, ao conversar com um amigo sobre as relações amorosas atualmente, constatei que chegamos a um ponto de estrangulamento afetivo: o amor morreu!

Deixe-me explicar melhor: a capacidade de amar sofreu um desgaste de tal monta, que eu ousaria dizer que, infelizmente, o ser humano não consegue mais se doar, amar incondicionalmente sem esperar nada em troca.

Mas, por qual razão alguém esperaria algo em troca quando ama, se o próprio conceito de amor é doar.

Simples, no mundo em que vivemos, cujo centro está reservado para o ser narciso, o homem como o centro do universo, nos moldes do Renascimento e posterior Humanismo.

O ser humano perdeu o senso do amor quando imprimiu em suas relações amorosas a dinâmica do capitalismo (sim, capitalismo, e não sou comunista, na expressão conhecida politicamente) e, o mais interessante é que ninguém se dá conta disso.

Quando procuramos alguém para se relacionar, buscamos satisfação e completude, porém, somos, muitas vezes, incapazes de satisfazer e completar outra pessoa, porque, na verdade, não satisfazemos ou completamos nem nós mesmos.

Simplesmente somos tão autocentrados e voltados aos nossos próprios interesses que nem vislumbramos que existe outro ser humano ali, bem próximo a nós, cheio de anseios e necessidades, prontas para serem satisfeitas e alcançadas.

Dizer a alguém "eu te amo" vai muito além de palavras românticas de cartões de dia dos namorados, mas informar ao ser com quem se relaciona que está disposto a fazer o que está a seu alcance, no sentido de proporcionar ao ser amado a melhor das experiências de acolhimento e apoio em momentos difíceis que a vida nos brinda cotidianamente. É mostrar com atitudes, além de verbalizações, que aquela pessoa foi eleita por nós para compartilhar de momentos incríveis de pertencimento e compreensão, quando as  turbulências da vida nos trazem o inesperado ou, também, o acontecimento agradável e divertido que sequer presumíamos ser possível.

Viva com alguém disposto a ser este companheiro da jornada da vida que nos está proposta, seja pelo  tempo que esta mesma vida nos imponha, apenas  seguindo ao lado como quem é sombra e luz, calor e frescor, a medida que se nos apresente as necessidades na convivência a dois...

Pense nisto!


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